Eu tinha parado com Clarice Falcão

20 junho 2014 |

É engraçado como você pode descobrir exatamente como eu me sinto através da música que eu estou ouvindo. Deixei há algumas semanas de ouvir Clarice Falcão. Saí do meu fundo de poço imaginário, da minha sarjeta e dei lugar para uma garota determinada a não se deixar levar mais uma vez. O QUE ERA UMA MENTIRA IMENSA. Já que no fim das contas, meu objetivo era exatamente o contrário. Me deixar levar. Finalmente, abrir meu olho e falar: Viu?! Você merece um cara legal.
Então, os passos eram: dê uma chance, fale a verdade, não dispense, e se ele te fizer rir... Aí sim você vai poder pensar nele no dia seguinte. E não deu outra. Mas ainda assim, você é uma garota forte, determinada. Acabou de passar por uma fase difícil. Não se deixe levar tão facilmente. Mas já era, as redes sociais abriam outros caminhos e seu nome já estava lá esperando minha confirmação de amizade antes mesmo de eu deixar o local da festa.
Conversamos duas vezes. Aquela faísca de esperança apareceu finalmente, que fiz questão de deixar bem baixinha para não acabar me decepcionando. Mais de uma semana se passou, e eu me agradeci por ter feito isso. Nem mais uma palavra dele.
E foi quando finalmente encontrei ele não em um bar qualquer. Mas no bar que - por causa da frequência com que vou - chamo de lar. E foi ali, no fim da noite, que eu quis cavar a minha cova no chão, logo ao lado dos hectares onde eu tinha plantado esperanças. Parece que alguma coisa saiu do controle.
Como falar isso sem parecer esquisito? Mas eu gostava dos beijos dele, do perfume, do jeito que ficávamos abraçadinhos em silêncio e, acima de tudo, do jeito que os amigos dele falavam comigo. Como se eu tivesse sido o assunto de várias conversas e como se todos eles estivessem torcendo por nós dois. E é agora que eu percebo pela vigésima vez que eu estou sorrindo sozinha enquanto escrevo esse post. Porque, finalmente, as coisas ficaram um pouco mais claras na minha cabeça. Pela primeira vez, eu via algo que seguia nas duas direções e que eu não estava, mais uma vez, descendo pro fundo do poço.
Só que agora eu estou com medo. Um medo que, me desculpem, mas não consigo colocar em palavras. Eu só queria algumas palavras. Algumas palavras pra me darem mais certeza sobre o chão em que estou pisando. Porque, apesar dos meus 20 anos, estou me sentindo como uma garota de 12 e tudo isso é muito novo pra mim.
Mas como uma sábia pessoinha me disse agora a pouco, se eu não me entregar, ninguém vai poder ser feliz por mim. É hora de me arriscar, porque já tive tempo de colocar minha cabeça em ordem. E uma baguncinha nunca fez mal a ninguém.
E se você, em algum momento desse post, se perguntou: o que eu estou ouvindo? Adivinhem. 
Clarice Falcão. De novo.



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